A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após dois fortes terremotos atingirem a região costeira do país em 24 de junho. Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram o desabamento de edifícios, danos severos à infraestrutura e deixaram milhares de famílias desabrigadas. As áreas mais afetadas incluem o estado de La Guaira e parte da capital, Caracas, onde equipes de resgate continuam atuando na busca por sobreviventes.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortos chegou a 4.734, enquanto mais de 16 mil pessoas ficaram feridas. Aproximadamente 18 mil moradores permanecem sem moradia, dependendo de abrigos temporários e da ajuda humanitária. A reconstrução deve levar anos, diante da destruição de centenas de edifícios e dos elevados prejuízos econômicos.
Diversos países e organizações internacionais enviaram equipes de resgate, medicamentos, alimentos e equipamentos para auxiliar as vítimas. Especialistas alertam que réplicas ainda podem ocorrer, mantendo a população em estado de atenção. O desastre reforça a necessidade de investimentos em prevenção, infraestrutura e sistemas de resposta rápida para minimizar os impactos de futuros eventos sísmicos.


