A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 segue provocando embates entre governo federal, empresários e parlamentares na Câmara dos Deputados. O principal ponto de disputa neste momento é o prazo de transição para implantação da nova jornada de trabalho.
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que a mudança aconteça em até dois anos. Já representantes do setor produtivo pressionam por uma adaptação mais longa, que pode chegar a cinco anos. (UOL Economia)
Mudança prevê redução gradual da jornada
A PEC em discussão na Câmara prevê mudanças na jornada semanal de trabalho e no modelo atual da escala 6×1, substituindo o sistema por uma escala 5×2 sem redução salarial.

Segundo informações discutidas nos bastidores do Congresso, a ideia defendida por aliados do governo é iniciar a redução da carga horária ainda em 2026. A jornada semanal cairia inicialmente de 44 para 43 horas logo após a sanção presidencial. (UOL Economia)
O texto também prevê que a adaptação completa ao novo modelo ocorra de maneira gradual.
Governo rejeita prazo de cinco anos
A possibilidade de uma transição longa virou o principal foco de tensão entre governo e empresários.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo não aceita um período de adaptação tão extenso para as empresas. Segundo ele, a mudança deve ocorrer em poucos meses após aprovação da proposta. (UOL Economia)
Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou ser contrário a qualquer tipo de compensação financeira para empresas caso a nova regra seja aprovada. (Agência Brasil)
“Empresários pedem transição de até 5 anos, enquanto governo defende prazo menor.”

Empresários defendem adaptação maior
Representantes da indústria, comércio e agronegócio argumentam que a alteração exigirá reorganização operacional, contratação de funcionários e revisão de escalas internas.
O relator da proposta na Câmara, Leo Prates, afirmou recentemente que considera uma regra de transição entre dois e cinco anos para alguns setores da economia. (Folha de S.Paulo)
Segundo parlamentares envolvidos nas negociações, a preocupação é evitar impacto imediato sobre pequenas e médias empresas.
📌 Entenda o caso
🗓️ Escala atual
Atualmente, muitos trabalhadores seguem a escala 6×1, com seis dias de trabalho e apenas um dia de descanso semanal.
⚖️ O que muda
A proposta prevê a adoção da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso por semana sem redução salarial.
⏰ Jornada semanal
A carga horária semanal pode cair de 44 para 43 horas inicialmente, com redução gradual nos anos seguintes.
🏛️ Debate político
O governo defende uma transição mais rápida, enquanto empresários pressionam por prazo de até cinco anos para adaptação.
📍 A proposta ainda está em discussão na Câmara dos Deputados e pode sofrer alterações antes da votação final.

Câmara tenta construir consenso
O presidente da Câmara, Hugo Motta, participa das negociações para tentar construir um texto de consenso entre governo, oposição e representantes empresariais. (SBT News)
A expectativa é que o parecer final seja apresentado nos próximos dias na comissão especial responsável pela PEC. A votação em plenário pode ocorrer ainda neste mês, dependendo de acordo político entre os líderes partidários. (UOL Economia)
Debate divide opiniões nas redes
O tema também ganhou forte repercussão nas redes sociais. Em discussões no Reddit, usuários criticaram a possibilidade de uma transição considerada longa demais e cobraram implementação mais rápida das mudanças. (Reddit)

Outros usuários apontaram preocupação com impactos econômicos em pequenas empresas e defenderam uma adaptação gradual para evitar aumento de custos operacionais. (Reddit)
Fontes: UOL Economia, Folha de S.Paulo, Agência Brasil e SBT News.


